Sobre o autor

Meu nome é Renato Fernandes. Sou jornalista, cronista, artesão e pesquisador independente brasileiro. Durante vinte anos atuei no jornalismo regional, cobrindo cultura, curiosidades, personagens e acontecimentos do cotidiano. Essa experiência me permitiu desenvolver um olhar atento para as histórias que normalmente passam despercebidas pelos grandes veículos e pelos registros oficiais. Minha trajetória Antes da atuação no jornalismo, vivi experiências ligadas à estrada, ao artesanato e ao comércio ambulante, percorrendo diferentes lugares e convivendo com pessoas de origens variadas. Essas vivências moldaram minha forma de observar o mundo e influenciam diretamente minha escrita até hoje. Paralelamente à produção de conteúdo, desenvolvi trabalhos nas áreas de desenho, escultura, modelagem de máscaras, impressão 3D e projetos maker, unindo técnicas artesanais tradicionais a ferramentas contemporâneas. Sobre o Relatos Esquecidos O Relatos Esquecidos nasceu da vontade de reunir histórias,...

Conheça o impressionante passado da Bruxa do 71, a atriz Angelines Fernández



No dia 25 de março de 1994, a atriz Angelines Fernández, faleceu, de câncer de pulmão (ocasionado pelo fumo excessivo). A artista ficou mundialmente conhecida pelo personagem Dona Clotildes, ou Bruxa do 71, do seriado “El Chavo del Ocho” da rede mexicana de televisão, Televisa , que durante anos foi transmitido no Brasil pelo SBT com o nome “Chaves”.

Poucos conhecem a verdadeira história de Angelines Fernández, atriz que nasceu em Madrid, no dia 9 de julho de 1922 e que foi considerada uma das mais bonitas e desejadas mulheres do México, na década de 1950.

No começo da Segunda Guerra Mundial Angeline muda-se para Cuba e posteriormente, em 1947 para o México, onde inicia a carreira atuando em teleteatros e radionovelas.

A chegada ao México ocorre após uma temporada teatral em Cuba. No novo país ela passa a trabalhar em filmes de Mario Moreno , Cantiflas e Arturo de Córdova, dividindo os papéis em gêneros variados que iam do terror, dramas e comédias. Foi uma das percussoras do cinema mexicano.

A melhor amiga de Angeline no México foi a também atriz María Antonieta de las Nieves, que interpretava a personagem Chiquinha, também no seriado “Chaves”.

O convite para integrar o elenco do seriado partiu de Roberto Gómez Bolaños, também conhecido como Chespirito (autor do seriado e intérprete do personagem principal), no início dos anos 70.

Ramón Valdez (ator que interpretava o Seu Madruga) foi fundamental para que Algeline integrasse o elenco do seriado. Foi ele que perguntou a Chespirito se ele não teria nenhum papel para a amiga. O pedido foi acatado e surgia então a personagem Dona Clotildes.

Angelines foi a terceira do elenco do Chaves a morrer, depois de Ramón Valdez, que interpretava o personagem Seu Madruga e Raúl Padilla, que interpretava o personagem Jaiminho, o carteiro.

A atriz manteve seu papel no seriado até o ano de sua morte. Quando começou a interpretar a Dona Clotildes, Angeline se sentia incomodada ao ser chamada de bruxa pelas crianças que a encontrava nas ruas. Com o passar dos anos aprendeu a conviver com o apelido e distribuía sorrisos e autógrafos.

Angeline foi sepultada no “Mausoleos Del Ángel”, seu túmulo é bastante visitado até hoje.

Sua presença no cinema pode ser conferida nos seguintes filmes: “Misterios de la magia negra”, “Mi niño, mi caballo y yo”, “El esqueleto de la señora Morales”, “El Padrecito”, “Estrategia matrimonial”, “Despedida de casada”, “Corona de lágrimas”, “Oye Salomé!”, “El Chanfle”, “El Chanfle 2”, “Charrito” e “Bella entre las flores”.

Dona Clotildes – A personagem que imortalizou a atriz é apaixonada por Seu Madruga e sempre tenta conquistá-lo, preparando várias comidas gostosas, de sobremesas a frangos assados.

As comidas costumam ser visadas e roubadas pelas crianças da vila. As mesmas costumam fazer piadas e demonstrar medo dela devido à sua aparência envelhecida e sua peruca azul (assim como seu longo vestido), fazendo com que ficasse conhecida como "Bruxa do 71", devido ao fato de morar na residência de número 71, próxima à de Dona Florinda.

Clotilde, em certo ponto da história, possuiu um pequeno cachorro chamado "Satanás", que ficava escondido em sua casa devido a uma proibição apoiada ferrenhamente por Dona Florinda, que abominava animais e crianças pequenas na vila, chegando a pregar cartazes explicitando as proibições, consideradas ridículas por Dona Clotilde, que, mesmo com uma situação financeira tão boa quanto a de Florinda, não se considerava superior aos outros, como a vizinha.

A casa de Dona Clotilde nunca foi realmente mostrada. Em um episodio,as crianças da vila imaginam a casa como um castelo assustador.

O personagem responde por bordões como: "Como disse?", "Quem é bruxa?" e "É melhor não dizer nada.
No Brasil, a dublagem era feita por Helena Samara, que faleceu em 2007.


Ganhou muitas medalhas da ANDA (sociación Nacional de Actores) por sua trajetória artística. 

Vídeo inédito o casamento da bruxa com seu madruga


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Autor Relatos Esquecidos

Sobre o Autor

Autor, cronista, artesão visual e pesquisador independente brasileiro. Atuou por cerca de duas décadas no jornalismo regional, cobrindo cultura, curiosidades, personagens e acontecimentos do cotidiano. Criador do Relatos Esquecidos, dedica-se à pesquisa e divulgação de história, arqueologia, cultura popular, mistérios históricos e acontecimentos pouco conhecidos.

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