Meu nome é Renato Fernandes. Sou jornalista, cronista, artesão e pesquisador independente brasileiro. Durante vinte anos atuei no jornalismo regional, cobrindo cultura, curiosidades, personagens e acontecimentos do cotidiano. Essa experiência me permitiu desenvolver um olhar atento para as histórias que normalmente passam despercebidas pelos grandes veículos e pelos registros oficiais. Minha trajetória Antes da atuação no jornalismo, vivi experiências ligadas à estrada, ao artesanato e ao comércio ambulante, percorrendo diferentes lugares e convivendo com pessoas de origens variadas. Essas vivências moldaram minha forma de observar o mundo e influenciam diretamente minha escrita até hoje. Paralelamente à produção de conteúdo, desenvolvi trabalhos nas áreas de desenho, escultura, modelagem de máscaras, impressão 3D e projetos maker, unindo técnicas artesanais tradicionais a ferramentas contemporâneas. Sobre o Relatos Esquecidos O Relatos Esquecidos nasceu da vontade de reunir histórias,...
Conheça o catarinense Rafael Bridi e suas travessias no ar quebrando recordes mundiais
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Rafael Zugno Bridi não tem medo das alturas, pelo contrário, desfruta delas, este brasileiro de 35 anos de idade tem três títulos de recordes do Guinness World Records para a mais alta travessia percorrida no slackline e a mais longa travessia percorrida no slackline sobre um vulcão ativo (aprovada pela ISA).
Rafael gosta de estar ao ar livre, se conectar com a natureza e embarcar em aventuras extraordinárias.
Bridi começou a praticar slackline quando estava na casa de um amigo e subiu na fita instalada entre duas palmeiras. Mas não conseguiu terminar o trajeto. A partir daquele momento ele se sentiu desafiado, motivado e inspirado a se tornar um especialista no assunto.
Sua mente competitiva e motivada o fez praticar cada vez mais, até que ele se apaixonou pela atividade. Ele aprendeu sobre poses estáticas, truques dinâmicos e equilíbrio.
Rafael queria entender esta atividade, pensar estrategicamente e curtir o esporte
Sem perceber, cada dia ele estava mais próximo de escolher a atividade como uma profissão. Sua formação acadêmica em engenharia o ajudou a entender e criar novas ideias e novos projetos para continuar sua jornada.
Quando Rafael entrou para o esporte ele conheceu pessoas que se tornaram grandes inspirações, como Dean Potter e Philippe Petit. Entretanto, seu desejo de criar uma versão melhor do esporte se tornou sua maior fonte de motivação.
O entusiasta do slackline atravessou a fita descalço a uma altitude de 1.901 metros acima da Praia Grande, em Santa Catarina, Brasil, em 2 de dezembro de 2021. A travessia foi feita entre dois balões separados por 18 metros (59 pés).
O atleta quebrou o recorde: a mais alta travessia percorrida no slackline
Para se ter uma ideia, a travessia dele ocorreu a uma altitude que é o dobro da altura do Burj Khalifa, o edifício mais alto do mundo.
Bridi bateu o recorde de Aleksander Mork (Noruega), que tinha caminhado 12 metros em uma fita de 2,5 cm de largura, 1.000 metros acima do solo no Kjerag Lysefjorden, na Noruega, em 7 de outubro de 2007.
O título de recorde para a mais longa travessia percorrida no slackline sobre um vulcão ativo (aprovada pela ISA), conquistado juntamente com Alexander Schulz (Alemanha), foi conquistado com a travessia do Monte Yasur, um estratovulcão na Ilha Tanna, em Vanuatu, em 15 de abril de 2020. Na ocasião os dois fizeram a travessia de 261 metros a uma altura de 42 metros acima da cratera do vulcão.
Os cenários que Rafael escolhe para fazer suas travessias são surpreendentes, criando experiências memoráveis.
“Lembro-me de atravessar em uma direção e de ouvir o vulcão atrás de mim, até que ouvi uma enorme explosão na cratera. O ruído e as ondas sonoras eram tão intensas que perdi o equilíbrio e a travessia naquela direção falhou. No caminho de volta me senti mais confiante e consegui fazer uma travessia limpa, sem cair, e estabelecer este incrível recorde.” Diz Rafael
O catarinense acredita que a parte mais desafiadora da caminhada é focar no momento, não trazendo pensamentos cotidianos para a caminhada. Rafael foca na força e na estabilização do seu corpo. Ele treina dois ou três dias por semana, e tem um slackline de 100 metros de comprimento em casa para praticar.
Ele também combina esse treinamento com ioga, meditação, surf, ciclismo, jiu-jitsu e escalada
Para sua tentativa de recorde ele queria novas experiências. A liberdade era a mais importante. Andar sobre uma fita em declive entre dois balões voadores acima das nuvens foi um momento magnífico para ele. Bridi disse que a caminhada foi agradável, relaxante e muito prazerosa.
Rafael quer dizer ao mundo para acreditar na beleza de seus sonhos
"Com motivação e disciplina, tudo é possível. Todos têm algo que os faz sentir-se especiais, conectados e presentes. Não se afaste deste sentimento, continue alimentando-o e construindo uma identidade". Rafael mencionou.
Os seres humanos têm em média 6.000 pensamentos por dia. O mantra de Rafael se resume a respirar e reconhecer que a respiração dá a ele uma sensação de presença completa e o livra de pensamentos indesejados.
Ao longo de sua jornada ele viu amanheceres e pores-do-sol extraordinários. Alguns pássaros pousaram na fita do slackline. Ele testemunhou formações de arco-íris e a beleza da natureza de um ângulo privilegiado.
“As minhas caminhadas me fazem sentir completo” - Essa frase representa bem a forma como ele realiza seus projetos e o que ganha com cada experiência. Ele ama se conectar com a situação, levar um pouco dela consigo e deixar um pouco dele no lugar e com as pessoas com quem interage.
Rafael quer continuar treinando e fazendo parte do esporte e de seu desenvolvimento. Há novas paisagens que ele quer visitar. Ele ainda está trabalhando nos próximos projetos.
Ele quer quebrar outro recorde; sua prioridade máxima agora é armar o primeiro Highline acima de 6000 metros de altitude, na Cordilheira dos Andes.
Do Livro dos Recordes
Sobre o Autor
Autor, cronista, artesão visual e pesquisador independente brasileiro.
Atuou por cerca de duas décadas no jornalismo regional, cobrindo cultura,
curiosidades, personagens e acontecimentos do cotidiano.
Criador do Relatos Esquecidos, dedica-se à pesquisa e divulgação de história,
arqueologia, cultura popular, mistérios históricos e acontecimentos pouco conhecidos.
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Você já se perguntou sobre as forças misteriosas que têm orientado as culturas por milênios? "Oráculos do Mundo: Sabedoria Antiga e Conhecimento Futuro" é o livro que traz à luz essas tradições fascinantes. Esteja você interessado em adivinhação, autoconhecimento ou simplesmente na exploração das antigas práticas divinatórias, este livro oferece uma jornada profunda e iluminadora. O livro "Oráculos do Mundo" mergulha nos segredos do Tarô, das Runas Nórdicas, do I-Ching e de outros sistemas oraculares, revelando os enigmas por trás de suas práticas. Cada página transporta você através das eras, explorando as raízes e significados dessas tradições e como elas se conectam ao nosso mundo contemporâneo. Mais do que uma exploração histórica, "Oráculos do Mundo" destaca como esses métodos ancestrais podem oferecer insights e orientação em nossa vida moderna. As conexões entre os antigos oráculos e as decisões que enfrentamos hoje são fascinantes e esclarecedoras....
O dodô ( Raphus cucullatus ) não foi derrotado pela natureza. Ele não sucumbiu a um clima hostil, a predadores mais fortes ou a um ciclo ambiental inevitável. O dodô foi eliminado pela presença humana. Em menos de um século após o primeiro contato com exploradores europeus, essa ave endêmica da ilha de Maurício foi simplesmente varrida do planeta. Não houve caça ritual, nem uma real necessidade alimentar. O que existiu foi descuido, exploração e uma indiferença que se tornaria padrão nos séculos seguintes. Quem Era o Dodô O dodô era uma ave não voadora, de comportamento dócil e completamente despreparada para a violência externa. Em seu habitat original, predadores terrestres simplesmente não existiam. Por isso, ao longo de milhares de anos, a espécie desenvolveu características perfeitamente ajustadas a um ambiente isolado: não voava, reproduzia-se lentamente, fazia seus ninhos diretamente no solo e não possuía qualquer mecanismo real de defesa. Essas adaptações , ideais ...
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No extremo nordeste da Sibéria existe uma estrada que liga Yakutsk a Magadan. Oficialmente chamada de Rodovia Kolyma, ela é conhecida por outro nome — muito mais honesto: A Estrada dos Ossos. Não se trata de metáfora. Debaixo do asfalto, do cascalho e do gelo permanente, repousam os corpos de dezenas de milhares de pessoas que morreram para que essa rota existisse. O Projeto Que Não Admitia Falhas A Estrada dos Ossos começou a ser construída na década de 1930, durante o regime de Josef Stalin. O objetivo era simples: garantir acesso às minas de ouro da região de Kolyma, uma das áreas mais inóspitas do planeta. O custo humano, porém, era considerado irrelevante. Prisioneiros do sistema Gulag foram enviados em massa para trabalhar na obra. Muitos deles jamais retornariam. Trabalho Forçado em Condições Inumanas As condições enfrentadas eram brutais: Temperaturas abaixo de −50 °C Ferramentas rudimentares Alimentação insuficiente Jornadas exaustivas Violência constante por parte dos guardas...
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