Tunguska: A Explosão Que Nunca Teve Explicação Definitiva

Na manhã de 30 de junho de 1908 , uma explosão colossal devastou cerca de 2.150 km² de floresta na região de Tunguska , na Sibéria . Árvores foram derrubadas como palitos de fósforo. O impacto foi sentido a centenas de quilômetros de distância. E, ainda assim, nenhuma cratera foi encontrada. Mais de um século depois, o Evento de Tunguska continua sendo um dos maiores mistérios científicos da era moderna. O Que Aconteceu em Tunguska? Relatos de moradores locais descrevem um clarão no céu, seguido por uma onda de choque devastadora. Casas tremeram. Pessoas foram arremessadas ao chão. Animais morreram instantaneamente. Estima-se que a explosão tenha liberado energia equivalente a 10–15 megatons de TNT — centenas de vezes mais poderosa que a bomba de Hiroshima . E o mais intrigante: não houve impacto direto no solo. A Hipótese do Asteroide ou Cometa A explicação mais aceita hoje é que um asteroide ou fragmento de cometa entrou na atmosfera terrestre e explodiu antes de atingir o chão —...

O Milagre de Vitoriana o Dia em que uma hóstia virou sangue; ou não...

Em meados da década que abriu os anos  2000 cheguei na redação do jornal em que trabalhava para mais um dia de labuta e como de costume não tinha ideia do que aconteceria durante o dia e sobre o que escreveria em forma de notícia.

Como sempre ocorria havia sido o primeiro a chegar, e assim que me sentei o fotógrafo entrou na sala com uma história espetacular. Uma fiel católica da comunidade de Vitoriana, distrito de Botucatu, havia presenciado uma hóstia virar sangue.

Entramos correndo na viatura do jornal e fomos a mais de 100 por hora para o distrito, chegando lá, fomos até a igreja e não encontramos a senhora. Percorremos o pequeno distrito, que era formado basicamente por apenas uma rua, até encontrarmos o rancho em que a fiel vivia com a família.

Em sua casa ela explicou que trabalhava voluntariamente na limpeza da igreja e que fazia isso três vezes por semana. O fotógrafo começou a me cutucar com os cotovelos e logo entendi que para a história realmente poder ser contada e ilustrada com belas fotografias era fundamental irmos até a igreja para que fizéssemos uma reconstituição do caso.

Fomos até o templo e a senhora nos levou até a sacristia e começou a refazer a manhã de seu dia anterior.

Ela estava limpando a sacristia quando encontrou no chão uma hóstia, ela recolheu essa hóstia fez o sinal da luz e colocou sobre a mesa, em seguida fez o sinal da cruz novamente e foi para outro cômodo prosseguir com a limpeza, foi então que ela ouviu um forte barulho, voltou para sacristia e a hóstia estava novamente no chão.

Então pegou um copo plástico encheu de água e colocou o objeto santo naquele recipiente em seguida posicionou o copo em local alto, sobre uma geladeira, prosseguiu com a limpeza e minutos depois retornou para a sacristia e agora a água no copo estava em tom avermelhado.

Perguntamos se não havia a possibilidade de outra pessoa ter entrado no recinto e ela explicou que mantinha a porta fechada, e que a sua companheira de trabalho estava ocupada na limpeza dos bancos do santuário.

O fotógrafo que era bastante religioso questionou se ela não havia levado aquele material para alguma autoridade religiosa analisar e disse que ainda não, revelando ainda que havia guardado o copo e todo o material, pois não poderia jogar fora o corpo de Cristo.

Ela nos confiou o estranho líquido para que encaminhássemos às autoridades competentes. Ficamos eufóricos de repente tínhamos em mãos uma história surpreendente e espetacular, com provas, gravações, imagens, enfim, uma história completa.

Voltamos para a cidade com o carro percorrendo a estrada a 20 quilômetros por hora. Em minhas mãos o copo com o estranho líquido vermelho, a cada buraco o fotógrafo reduzia ainda mais a velocidade, aquele líquido era sagrado e importante, tinha que ser analisado.

Chegamos a uma entidade que atende crianças carentes da cidade e que era lar de vários religiosos aposentados. Nos encontramos com o arcebispo emérito, a maior autoridade religiosa da cidade e contamos a história, ele ouviu atentamente e perguntou se havíamos visto o copo, entregamos o material e ele sem pestanejar jogou o conteúdo em um vaso de flores e jogou o copo no lixo.

- Isso é bobagem, é coisa desses carismáticos que querem chamar a atenção – Disse o religioso. Olhei para o fotógrafo, o fotógrafo olhou para mim e não sabíamos o que fazer ou o que falar.

Paramos a entrevista ali, fiquei bastante decepcionado com a postura do religioso. Por mais que ele não acredite, por mais que eu duvidasse daquilo, por mais que a possibilidade de sangue fosse remota, aquele material precisava ser analisado.

Era uma obrigação, afinal de contas: e se a história fosse real, e se aquele conteúdo realmente fosse sangue.

Naquele momento perdi a minha esperança na religião e percebi que nenhum milagre estará acima da politicagem religiosa. Era inadmissível qualquer possibilidade de milagre em um segmento religioso que seguisse um dogma alternativo às da autoridades máximas da igreja.

Voltei para a redação escrevi a história, relatei todo o corrido e nunca mais voltei a falar desse assunto. Perdi a fé na religião naquele momento.

Renato Fernandes

Comentários

Postagens mais visitadas

Conheça o impressionante passado da Bruxa do 71, a atriz Angelines Fernández

Mito ou verdade: Onze curiosidades sobre as Três Pedras

O homem mais alto do mundo, Sultan Kösen, fazendo coisas de tamanho médio parecerem pequenas

Após resgate anões de jardim ganham as praças, bosques e campos

Conheça o dicionário sumério de Frei Fidélis e faça suas traduções

Osnis: objetos não identificados navegam em nossos mares e rios

Caso Hill o primeiro caso de abdução por Aliens Grey

Três pedras uma história recheada de mitos, lendas e ovnis

Hugo Pires: um botucatuense entre os cariocas pré-modernistas