Tunguska: A Explosão Que Nunca Teve Explicação Definitiva

Na manhã de 30 de junho de 1908 , uma explosão colossal devastou cerca de 2.150 km² de floresta na região de Tunguska , na Sibéria . Árvores foram derrubadas como palitos de fósforo. O impacto foi sentido a centenas de quilômetros de distância. E, ainda assim, nenhuma cratera foi encontrada. Mais de um século depois, o Evento de Tunguska continua sendo um dos maiores mistérios científicos da era moderna. O Que Aconteceu em Tunguska? Relatos de moradores locais descrevem um clarão no céu, seguido por uma onda de choque devastadora. Casas tremeram. Pessoas foram arremessadas ao chão. Animais morreram instantaneamente. Estima-se que a explosão tenha liberado energia equivalente a 10–15 megatons de TNT — centenas de vezes mais poderosa que a bomba de Hiroshima . E o mais intrigante: não houve impacto direto no solo. A Hipótese do Asteroide ou Cometa A explicação mais aceita hoje é que um asteroide ou fragmento de cometa entrou na atmosfera terrestre e explodiu antes de atingir o chão —...

Devoradores de Pecados: eles comiam os pecados dos mortos em um banquete sobre o cadáver

Devoradores de Pecados: eles comiam os pecados dos mortos em um banquete sobre o cadáver


Nesta edição do Relatos Esquecidos trataremos dos Devoradores de Pecados. Pessoas que realizavam um ritual, onde se alimentando sobre os mortos acabavam assumindo para si, os pecados do cadáver. 

O ritual iniciava logo após o falecimento, pois assim, a alma do defunto estaria mais suscetível a liberar os pecados permitindo assim que seguisse para a vida eterna em completa paz.

Segundo o folclore, o devorador de pecados é praticante de uma forma de magia religiosa. Magia essa, bastante atuante em regiões da Inglaterra e Escócia até o início do século XX, tendo registros principalmente em regiões País de Gales e da América.

Em sua grande maioria, os devoradores eram mendigos, entretanto algumas aldeias mantinham seus próprios praticantes. Eles eram levados para o leito de morte e sobre o cadáver, um parente próximo montava uma espécie de mesa no peito do defunto, servindo a ele um pedaço de pão e uma tigela de cerveja. 

Após rezar ou recitar o ritual, o devorador se alimentava e assim o pecado da pessoa morta ou que estava prestes a falecer era assumido, a partir daquele momento, pelo devorador.

O ritual previa a retirada do cadáver da residência onde estaria ocorrendo o velório, posicionando o corpo em um esquife e sobre ele era colocado um pedaço de pão e uma caneca de cerveja, para serem consumidos. Após a refeição era feito o pagamento de uma taxa que variava de acordo com os pecados do homem morto.




Durante o ritual, parentes mais religiosos permaneciam rezando, porém sem abrir a boca, além disso todas as portas e janelas da residência se mantinham fechadas.

No decorrer do ritual o devorador proferia o discurso: ".... Eu dou servidão e descanso agora a ti, querido homem. Não venham em nossas vias ou nos nossos prados. E para a tua paz eu comprometo minha própria alma. Amém"

A figura do devorador de pecados permanece até hoje na cultura moderna, marcando presença no folclore, com personagens célebres, como Richard Munslow, considerado o último Devorador de Pecados do mundo e que faleceu em 1906, na Inglaterra.


Não existem relatos precisos sobre a origem dessa tradição, porém uma das práticas que pode ser considerada como precursora é a tradição judaica de usar uma cabra como manifestação física dos pecados do povo judeu. Na época do Yom Kippur, ou seja, o Dia do Perdão eterno, celebrado uma vez a cada ano, no dia 24 de setembro, quando uma cabra é solta em área afastada para representar que os pecados das pessoas foram mandados para longe.


Nas culturas antigas, esse mito é considerado uma constante, por exemplo, a deusa asteca  Tlazoteotl,  presente na civilização Mesoamericana, garantia aos pecadores,. ao final de sua vida, confessar seus crimes a esta divindade, que, de acordo com a lenda limpava a alma do moribundo  "comendo a sua sujeira", ou pecado.




O livro Funeral Customs (práticas funerais), de Bertram S. Puckle, datado de 1926, também  menciona o devorador de pecados, com os seguintes dizeres:

"O professor Evans do Colégio Presbiteriano, Carmarthen, realmente viu um devorador de pecados no ano de 1825. Ele era abominado pelos aldeões supersticiosos, e tido como o imundo, o devorador de pecados cortou todas suas relações sociais com seus semelhantes por causa da vida que havia escolhido; ele viveu como uma regra em um lugar remoto por si mesmo, e aqueles que tiveram a oportunidade de conhecê-lo o evitavam como se fosse um leproso. Este infeliz foi detido por bruxaria, encantamentos e práticas profanas; apenas quando a morte lhes ocorria eles o procuravam, e quando seu propósito foi realizado queimaram a tigela de madeira e o prato de onde ele havia comido o alimento entregue em todo, ou colocado sobre o cadáver de seu consumo".

Ainda existem resquícios dessa prática  atravessando eras pelo mundo; por exemplo:

Na Alta Baviera o devorador de pecados ainda sobrevive: um bolo de cadáver é colocado sobre o peito do morto e, em seguida, comido pelo parente mais próximo.




Na península balcânica uma imagem do falecido é impressa num pão pequeno e consumido pelos parentes vivos da família.

Os dead-cake holandeses são marcados com as iniciais do falecido, e esse costume também foi  introduzido na América, em meados do século 17, principalmente na antiga Nova York. 

Os bolos de enterro, também continuam como tradição em partes da Inglaterra rural, na atualidade.

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