Sobre o autor

Meu nome é Renato Fernandes. Sou jornalista, cronista, artesão e pesquisador independente brasileiro. Durante vinte anos atuei no jornalismo regional, cobrindo cultura, curiosidades, personagens e acontecimentos do cotidiano. Essa experiência me permitiu desenvolver um olhar atento para as histórias que normalmente passam despercebidas pelos grandes veículos e pelos registros oficiais. Minha trajetória Antes da atuação no jornalismo, vivi experiências ligadas à estrada, ao artesanato e ao comércio ambulante, percorrendo diferentes lugares e convivendo com pessoas de origens variadas. Essas vivências moldaram minha forma de observar o mundo e influenciam diretamente minha escrita até hoje. Paralelamente à produção de conteúdo, desenvolvi trabalhos nas áreas de desenho, escultura, modelagem de máscaras, impressão 3D e projetos maker, unindo técnicas artesanais tradicionais a ferramentas contemporâneas. Sobre o Relatos Esquecidos O Relatos Esquecidos nasceu da vontade de reunir histórias,...

Viaduto Jamil Cury, uma obra na Castelo Branco em Itatinga que ficou parada por quase 40 anos

Imagem do Viaduto Antonio Jamil Cury, em sobreposição  o retrato do ex-prefeito de Botucatu que empresta o nome ao viaduto
foto de Clóvis Ferreira – Digna Imagem

Quem passa hoje pelo viaduto Engenheiro Antonio Jamil Cury, que fica no km 205,5 da pista oeste da rodovia Castelo Branco (SP-280), pode não saber, mas aquela obra ficou praticamente abandonada por quase 40 anos.

A construção do viaduto projetado pelo engenheiro-arquiteto, João Batista Vilanova Artigas (1915 – 1985), localizado no sentido Capital /Interior, em Itatinga, região de Botucatu, começou no início da década de 1970 e previa viadutos gêmeos, um em cada pista, transpondo assim um abismo em trecho de serra. Entretanto, a pista capital-interior, não foi construído. 

Isso aconteceu porque a obra foi iniciada na gestão do Governador do Estado de São Paulo, Abreu Sodré (1967 – 1971) e ele decidiu levar a rodovia até Avaré, ao invés de finalizar o viaduto, deixando o trecho como único de pista simples da Castelo. Em 1971 o engenheiro Paulo Maluf assumiu como Secretário Estadual de Transportes no governo de Laudo Natel (1971 – 1975) e continuou a construção da rodovia até Espírito Santo do Turvo, deixando a conclusão do viaduto para outro momento.

Im,agem do viaduto inacabado com pilastras e ferragem ao ar livre e enfgerrujando



O trecho que afunilou o trânsito da rodovia por quase 4 décadas, só teve sua realidade modificada em 2008, quando a Concessionária SPVias, retomou a duplicação do trecho da Serra de Botucatu retomando assim as obras do viaduto inacabado. 

A obra, contou com a implantação de dois viadutos e recuperação daquele já existente, garantindo ainda a implantação de dois quilômetros de pista, com duas faixas de rolamento, acostamento, refúgio, drenagem e elementos de segurança viária. Obras que totalizaram um investimento de R$ 55 milhões, viabilizado pelo Programa de Concessões Rodoviárias do Governo do Estado de São Paulo.


A inauguração do trecho revitalizado ocorreu em uma sexta-feira, dia 5 de março de 2010, e contou com a presença do governador José Serra, em solenidade realizada às 14 horas, exatamente no viaduto recém construído.

Vinte e seis dias após a inauguração o viaduto foi oficialmente batizado com o nome do ex-prefeito de Botucatu, Engenheiro Antonio Jamil Cury, em decreto assinado pelo Governador do Estado de São Paulo, José Serra, no dia 31 de março. Jamil Cury era engenheiro de formação, e foi prefeito da cidade por duas gestões, 1983/1988 e 1993/1996, vindo a falecer em 5 de dezembro de 2004, por problemas cardíacos. 

Quem foi Jamil Cury, político que empresta seu nome ao Viaduto

Foto do ex-prefeito de Botucatu, Jamil Cury, em close



Jamil Cury era engenheiro de formação, elegendo-se prefeito de Botucatu por duas vezes, entre 1983 e 1988 e 1993 e 1996. Faleceu em 5 de dezembro de 2004, por problemas cardíacos. Pai dos políticos João Cury Neto, Fernando Cury, e também de Jamila, Renata e Antônio Jamil Cury Junior.

O ex-prefeito e deixou um legado de obras significativas na cidade de Botucatu, como Ginásio Municipal de Esportes Dr. Mário Covas Júnior, com capacidade para 7 mil pessoas, um dos maiores do Estado de São Paulo e o Teatro Municipal Camilo Fernandez Dinucci, considerado uma casa de espetáculos com uma das melhores acústicas do Brasil.

Por Renato Fernandes

Autor Relatos Esquecidos

Sobre o Autor

Autor, cronista, artesão visual e pesquisador independente brasileiro. Atuou por cerca de duas décadas no jornalismo regional, cobrindo cultura, curiosidades, personagens e acontecimentos do cotidiano. Criador do Relatos Esquecidos, dedica-se à pesquisa e divulgação de história, arqueologia, cultura popular, mistérios históricos e acontecimentos pouco conhecidos.

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