Meu nome é Renato Fernandes. Sou jornalista, cronista, artesão e pesquisador independente brasileiro. Durante vinte anos atuei no jornalismo regional, cobrindo cultura, curiosidades, personagens e acontecimentos do cotidiano. Essa experiência me permitiu desenvolver um olhar atento para as histórias que normalmente passam despercebidas pelos grandes veículos e pelos registros oficiais. Minha trajetória Antes da atuação no jornalismo, vivi experiências ligadas à estrada, ao artesanato e ao comércio ambulante, percorrendo diferentes lugares e convivendo com pessoas de origens variadas. Essas vivências moldaram minha forma de observar o mundo e influenciam diretamente minha escrita até hoje. Paralelamente à produção de conteúdo, desenvolvi trabalhos nas áreas de desenho, escultura, modelagem de máscaras, impressão 3D e projetos maker, unindo técnicas artesanais tradicionais a ferramentas contemporâneas. Sobre o Relatos Esquecidos O Relatos Esquecidos nasceu da vontade de reunir histórias,...
Livro mais vendido da série Vaga-lume foi escrito por uma botucatuense
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O livro mais vendido da série Vagalume, é o clássico "A Ilha Perdida" e foi escrito pela autora botucatuense Maria José Dupré, o interessante disso é que a obra se mantém nessa posição desde o lançamento da coleção, há mais de cinco décadas. Isso mesmo, depois de cinquenta anos ele está a frente de mais de 90 títulos lançados pela coleção.
A Editora Ática, responsável pela coleção, faz projeções e estima que o romance já ultrapassa 3,5 milhões de cópias vendidas, em dados que passaram a ser registrado nos últimos 44 anos.
Não venha me dizer que você não conhece a autora? Ela também responde pior outro clássico da coleção que qualquer bom leitor da terra dos bons ares e das boas escolas deve conhecer, trata-se da obra "A montanha Encantada", que segundo o acadêmico da Academia Botucatuense de letras, Olavo Pinheiro Godoy, tem fortes indícios de ter sido inspirado pelos mitos das Três Pedras.
Agora ficou curioso né! Pois bem vamos aos fatos o livro “A Ilha Perdida” foi lançado em 1974, como já dissemos, pela escritora Maria José Dupré, que também assinava como Leandro Dupré.
A autora nasceu em Botucatu no dia, 1 de maio de 1898 e faleceu em São Paulo no dia 15 de maio de 1984, porém, apesar de "A Ilha Perdida" estar liderando as vendagens da série Vagalume a meio século, a obra que a tornou famosa em todo o Brasil foi a obra prima "Éramos Seis", isso mesmo aquela novela famosa que recebe o mesmo nome é inspirada nesse livro.
Outra série de livros que se tornou célebre entre as crianças e jovens de toda uma geração trata-se da coleção infantil o Cachorrinho Samba, inspirado no período em que passou a infância na Fazenda Bela Vista, aqui em Botucatu. Vale lembrar que foi nessa fazenda que ela nasceu e posteriormente residiu também emVitoriana, distrito da mesma cidade.
A carreira literária entretanto, começou no final da década de 1930, mais precisamente em 1939 publicou o conto Meninas tristes, no então suplemento literário do jornal "O Estado de S. Paulo", onde assinava com o pseudônimo de Mary Joseph.
Produção literária foi incentivada pelo marido
Em uma época extremamente machista, o esposo de Dupré a incentivava e afirmava que suas narrativas eram “contos orais” e que sem dúvidas mereciam ganhar versões em forma de romance e livro.
Éramos Seis obra prima da botucatuense Maria José Dupré
A sua primeira obra literária foi lançada em 1941, trata-se do "O Romance de Teresa Bernard", porém ela se encontrou mesmo foi na literatura infantil, gênero que ela passa a se dedicar a partir de 1943.
Foi escrevendo para crianças que Dupré conquista méritos e posição entre as principais autoras do gênero de todo o Brasil. Vale deixar claro que além da Série Vaga-Lume a escritora também lançou sucessos na coleção "As Aventuras do Cachorrinho Samba", também da editora Ática e que garantiu a ela o Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro.
Maria José Dupré nasceu em Botucatu e era ativista dos Direitos das Mulheres
Dupré foi bem longe como escritora, vale esclarecer que ela integrou a diretoria da Sociedade Paulista de Escritores, foi também vice-presidente da Creche Baronesa de Limeira e da entidade beneficente Gota de Leite – trabalhos feministas.
Era uma ativista dos direitos das mulheres, conhecida por comandar lutas feministas do Brasil nas décadas de 1930 e também na década de 1940
Agora fica a pergunta? Você conhece ou gosta da série de livros? Se gostava vamos lhe revelar algo interessante, a coleção foi nos anos 1970, e ainda faz parte da infância e adolescência de muito jovem em adulto.
O que tenho convicção de que poucos botucatuenses sabem é que outro escritor de Botucatu lançou obras pela Vaga-lume e integra o seleto casting de autores da editora, trata-se do autor de literatura infanto-juvenil, Francisco Marins. Mas essa é um outra história e deixaremos para uma outra postagem.
Por Renato Fernandes
Sobre o Autor
Autor, cronista, artesão visual e pesquisador independente brasileiro.
Atuou por cerca de duas décadas no jornalismo regional, cobrindo cultura,
curiosidades, personagens e acontecimentos do cotidiano.
Criador do Relatos Esquecidos, dedica-se à pesquisa e divulgação de história,
arqueologia, cultura popular, mistérios históricos e acontecimentos pouco conhecidos.
O médico monstro da SS Eduard Krebsbach (Dr. Injeção) tornou-se Standortarzt, traduzindo médico da guarnição de Hitler, no outono de 1941, no campo de concentração de Mauthausen, Ele tinha como tarefa principal supervisionar os cuidados médicos de todos daquele campo de horrores. Foi ele que iniciou uma verdadeira matança em massa por injeção letal, aplicada diretamente no coração de prisioneiros deficientes e doentes. Sob sua supervisão, estima-se que cerca de 900 russo, polonês e Tcheco prisioneiros foram assassinados, suas injeções assassinas eram preenchidas com Gasolina. A fama do médico garantiu a ele o apelido de 'Dr. Spritzbach' (Dr. Injection - Dr. Injeção). É importante lembrar que o médico monstro ficou conhecido na história mundial como o responsável pela construção de uma Câmara de gás no porão do hospital do campo de Mauthausen. Krebsbach tinha prazer no trabalho que exercia, periodicamente ele costumava inspecionar os prisioneiros e fazer seleções para suas...
O ex-delegado seccional de Botucatu e ex-diretor do Deinter-4, delegado aposentado Roberto de Mello Anibal, morreu de Covid-19, em um Hospital de Apucarana, no Paraná. Anibal, exerceu funções de liderança na Polícia no início da década de 2000, e assumiu o Deinter-4 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior da região de Bauru), por volta de 2005. O delegado de calsse especial tinha amplo reconhecimento regional e era bastante respeitado em todo o Estado, porém sua carreira foi maculada em 2014, quando foi condenado a cinco anos e quatro meses de prisão pela Justiça Federal por facilitação de contrabando de peças de máquinas de caça-níqueis. O militar estava aposentado há mais de 10 anos, e tem um irmão que ainda reside na região de Botucatu, na cidade de Conchas.
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Meu nome é Renato Fernandes. Sou jornalista, cronista, artesão e pesquisador independente brasileiro. Durante vinte anos atuei no jornalismo regional, cobrindo cultura, curiosidades, personagens e acontecimentos do cotidiano. Essa experiência me permitiu desenvolver um olhar atento para as histórias que normalmente passam despercebidas pelos grandes veículos e pelos registros oficiais. Minha trajetória Antes da atuação no jornalismo, vivi experiências ligadas à estrada, ao artesanato e ao comércio ambulante, percorrendo diferentes lugares e convivendo com pessoas de origens variadas. Essas vivências moldaram minha forma de observar o mundo e influenciam diretamente minha escrita até hoje. Paralelamente à produção de conteúdo, desenvolvi trabalhos nas áreas de desenho, escultura, modelagem de máscaras, impressão 3D e projetos maker, unindo técnicas artesanais tradicionais a ferramentas contemporâneas. Sobre o Relatos Esquecidos O Relatos Esquecidos nasceu da vontade de reunir histórias,...
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