
A cidade de Botucatu possui atrativos naturais incríveis com vários mirantes que apontam para diversos pontos da Cuesta e sem dúvida a paisagem das
Três Pedras é uma das mais admiradas e visitadas, por sua exuberância natural, mitos e lendas.
Essa formação rochosa pode ser avistada em trânsito pela Rodovia Marechal Rondon e vicinais vizinhas, com diversos acessos e trilhas até o local, o que torna esse cenário um dos mais importantes da região.
Esse contexto é famoso e toda a beleza natural é complementada por um contexto de mistério, cheio de mitos e lendas que aumenta ao longo dos anos. Que vão desde a possível inspiração para o livro
"A Montanha Encantada", um clássico da série Vagalume escrito por
Maria José Dupré.
Entre os mitos, lendas e fatos históricos temos relatos orais repassados por gerações a respeito de índios adoradores de deuses antigos, extraterrestres, ovnis e bolas de fogo que sobrevoam as proximidades das Três Pedras.
Isso ocorre porque a formação rochosa tem localização em ponto estratégico da Cuesta, exatamente na divisa entre as cidades de Botucatu, Pardinho e Bofete, porém, vale acrescentar que a formação rochosa, que é um dos principais atrativos visuais de Botucatu fica na cidade de Bofete.
É agora que começam os pontos interessantes a respeito das formações rochosas, as Três Pedras podem ter servido de ponto de referência para os indígenas sul-americanos que percorriam o lendário Caminho do Peabiru. Caminho esse muito utilizado antes do descobrimento do Brasil e que ligava o litoral ao interior do continente.
Uma das lendas locais mais famosas diz que um tesouro Jesuíta está enterrado nas proximidades ou em cavernas daquela região.
Segundo a tradição oral, por volta do século XVIII (18) padres foram cercados por indígenas e para fugir do cerco e preservar o tesouro enterraram os baús e logo em seguida foram mortos pelos índios.
De acordo com outra versão dessa história, os escravos abriram uma vala, guardaram o ouro e em seguida os padres mataram todos e enterraram junto com o tesouro.
Em torno desse tesouro existe uma lenda local sobre um morador de Conchas que haveria descoberto o tesouro e ia constantemente até o local, recolhia um pouco de ouro e em seguida gastava no comércio da região.
Segundo Francisco Machado de Camargo, pesquisador e autor do livro "Nas trilhas do Peabiru", isso não passa de mito, o rapaz em questão se chamava Benedito Aparecido de Camargo, tratorista que trabalhou na abertura da estrada que liga o município de Bofete à rodovia Marechal Rondon pelo DER.
Sua esposa, Aparecida Caprioli, relatou ao autor que nos intervalos da obra Camargo ia até as proximidades das Três Pedras e retornava para a casa com cristais que ele afirmava serem diamantes, porém eram apenas pedras que nunca foram analisadas.
A lenda se formou quando o trabalhador faleceu naquela região de mata sem nunca revelar exatamente o local onde encontrava essas pedras.
A presença de Jesuítas na região das Três Pedras
Aquela região tinha uma forte presença de Jesuíta no início do século XX, e segundo o memorialista Antônio Carlos dos Santos, o Nica, responsável pelo grupo Aventureiros da Cuesta, em uma mata localizada onde seria a barriga do gigante, haviam 3 casas de pedras, datadas de 1902, consideradas esconderijos dos Jesuítas, e eram refúgio dos religiosos.
Eles eram proprietários das terras de toda aquela região, criavam gado. Esse gado criado na região de Botucatu abastecia a ordem Jesuíta de São Paulo, onde hoje é o Pátio do Colégio em São Paulo.
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