Múmia de 2500 anos no deserto de Gobi encontrada com maconha

Múmia de 2500 anos no deserto de Gobi encontrada com maconha


Arqueólogos fizeram uma descoberta surpreendente em uma das sepulturas escavadas em Yanghai, localizada no meio do Deserto de Gobi, perto de Turpan, na região de Xinjiang, China. Ao lado de uma múmia caucasiana, foram encontrados cerca de um quilograma de cannabis ainda verde. Esta descoberta, datada de aproximadamente 2500 anos, lança nova luz sobre o uso da planta na antiguidade.

As análises químicas da cannabis encontrada revelaram que ela ainda continha componentes psicoativos, sugerindo seu uso para fins ritualísticos ou medicinais. Essa evidência prolonga o período pelo qual podemos afirmar que a cannabis foi usada para fins psicoativos, remontando a práticas culturais ancestrais.

Contexto Cultural: A Cultura Gushi


A múmia estava enterrada com uma série de artefatos de alto valor, incluindo fredles, vasos, equipamentos de arco e uma harpa kongou, materiais que indicam que o homem era uma figura importante, possivelmente um xamã, da cultura Gushi. 

Esta cultura, que habitava a região durante o período em questão, é conhecida por suas práticas xamânicas e uso ritualístico de substâncias psicoativas.

A descoberta de cannabis ao lado da múmia não apenas revela aspectos das práticas espirituais e medicinais da época, mas também oferece insights valiosos sobre as trocas culturais e o comércio na Ásia Central. A cannabis encontrada na sepultura é indígena da região, indicando que a planta era cultivada e utilizada localmente.

Artefatos Raros e de Alto Valor - Além da cannabis, a sepultura continha outros artefatos raros, como uma harpa kongou, que sugere a importância da música e dos rituais na cultura Gushi. Os equipamentos de arco e vasos encontrados ao lado do homem também destacam a diversidade dos artefatos e a sofisticação das práticas culturais da época.

Esta descoberta arqueológica no Deserto de Gobi é uma janela fascinante para o passado, revelando o uso antigo de cannabis para fins psicoativos e destacando a complexidade cultural da região de Xinjiang. Os achados oferecem uma perspectiva inédita sobre as práticas xamânicas e a vida espiritual de nossos antepassados, enriquecendo nosso entendimento da história humana.
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