Tunguska: A Explosão Que Nunca Teve Explicação Definitiva

Na manhã de 30 de junho de 1908 , uma explosão colossal devastou cerca de 2.150 km² de floresta na região de Tunguska , na Sibéria . Árvores foram derrubadas como palitos de fósforo. O impacto foi sentido a centenas de quilômetros de distância. E, ainda assim, nenhuma cratera foi encontrada. Mais de um século depois, o Evento de Tunguska continua sendo um dos maiores mistérios científicos da era moderna. O Que Aconteceu em Tunguska? Relatos de moradores locais descrevem um clarão no céu, seguido por uma onda de choque devastadora. Casas tremeram. Pessoas foram arremessadas ao chão. Animais morreram instantaneamente. Estima-se que a explosão tenha liberado energia equivalente a 10–15 megatons de TNT — centenas de vezes mais poderosa que a bomba de Hiroshima . E o mais intrigante: não houve impacto direto no solo. A Hipótese do Asteroide ou Cometa A explicação mais aceita hoje é que um asteroide ou fragmento de cometa entrou na atmosfera terrestre e explodiu antes de atingir o chão —...

O Império Não Tem Bandeira: por que o poder real não disputa eleições

Pintura artística contemporânea representando o poder invisível. Uma urna eleitoral abandonada no centro da cena, cercada por sombras de edifícios que se dissolvem no céu. Figuras humanas ausentes, substituídas por mãos invisíveis feitas de fumaça e números financeiros. Cores profundas, tons terrosos e azul-escuros, pinceladas expressivas, atmosfera densa e melancólica. Estilo pintura a óleo moderna, narrativa política simbólica, sensação de dominação silenciosa e decadência estrutural.


O Império não tem bandeira porque bandeiras servem para distrair. Elas tremulam ao vento enquanto o poder real permanece imóvel, pesado, assentado em planilhas, contratos e cláusulas que ninguém lê. O Império não canta hinos, não pede votos, não participa de debates televisivos nem se submete ao calendário eleitoral. Ele observa. Espera. E vence independentemente de quem esteja no palanque.

Eleições são rituais. Como antigas danças da chuva, servem para acalmar os povos, dar a sensação de participação e pertencimento, enquanto as decisões fundamentais já foram tomadas em salas sem janelas, por homens e instituições que jamais aparecerão na urna. O voto não é inútil; ele é funcional. Legitima o que já existe. O poder real não precisa disputar eleições porque já controla o tabuleiro, as regras do jogo e, muitas vezes, o prêmio final.

O Império moderno não ocupa territórios com soldados, mas com dívidas. Não impõe leis com tanques, mas com acordos. Ele não derruba governos; cria as condições para que caiam sozinhos. Bancos centrais, fundos de investimento, organismos “técnicos” e corporações transnacionais formam um ecossistema que não responde a eleitores, apenas a indicadores. Crescimento, risco, estabilidade — palavras neutras que escondem escolhas brutais.

Enquanto a política se fragmenta em discursos morais, identitários e partidários, o Império opera em silêncio. Ele não se importa se o governante é de esquerda ou de direita, conservador ou progressista. Importa apenas se é previsível, obediente e útil. Quando não é, torna-se “instável”, “radical”, “ameaça à democracia”. A linguagem muda, a punição é a mesma.

O cidadão comum aprende desde cedo a odiar o político visível, o corrupto de rosto conhecido, o inimigo fácil. Poucos são ensinados a desconfiar do poder sem rosto, daquele que nunca aparece em escândalos porque escreve as regras que definem o que é ou não escandaloso. O Império não precisa convencer ninguém; basta condicionar a realidade até que só reste uma escolha possível.

Não há conspiração grandiosa, nem um cérebro único comandando tudo. O Império funciona como um organismo. Cada parte age em seu próprio interesse, mas todas obedecem à mesma lógica: acumular, proteger, expandir. Quando uma engrenagem falha, outra assume. Quando um governo cai, outro ocupa o lugar. A continuidade é a verdadeira vitória.

Por isso o poder real não disputa eleições. Ele não pode perder. Ele se adapta. Ele atravessa décadas, ideologias e fronteiras como quem atravessa estações do ano. O Império não teme o voto; ele o incorpora como parte do seu mecanismo de sobrevivência.

E assim seguimos, celebrando alternâncias que não alternam nada, discutindo nomes enquanto as estruturas permanecem intactas. O Império não tem bandeira porque bandeiras envelhecem, rasgam, queimam. O poder real prefere o invisível. E tudo o que é invisível demora muito mais para ser combatido.
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Solano Raiz é ensaísta anarquista e observador do poder invisível, escreve manifestos poéticos sobre impérios, colapsos e silêncios globais.

Um ser errante e observador do poder invisível








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