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A história da Praça do Bosque da sua construção em 24 horas no centenário de Botucatu ao Shopping Amando
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A história da Praça do Bosque, começa no centenário da cidade de Botucatu quando foi construída em 24 horas e segue até os dias de hoje com o anúncio do Shopping Amando. Porém esses não são os único pontos curiosos da atual Praça Comendador Emílio Peduti, afinal de contas ela é cheia de curiosidades e com certeza é hoje, uma das mais movimentadas da cidade de Botucatu.
O que poucos sabem é que aqueles espaço nem sempre foi uma praça, na realidade o ambiente passou por muitas transformações ao longo da história de Botucatu, para ter ideia o ponto de encontro de boa parte da população já sediou a Câmara Municipal de Botucatu, foi usada como cemitério, recebeu uma igreja, serviu de endereço para um teatro e se tornou um jardim literalmente da noite para o dia, quando a cidade completou cem anos de história.
Bem, acho necessário explicar melhor essa história: no dia em que Botucatu chegou ao seu centenário em 1955, para ser mais específico na noite de 13 para o dia 14 de abril o então prefeito da cidade Emílio Peduti, decidiu presentear a cidade com um jardim florido.
Para conseguir a façanha de montar um jardim em menos de 24 horas, o próprio prefeito supervisionou as obras que envolveram vários funcionários públicos. O ritmo de trabalho foi intenso, afinal de contas, foi necessário trabalhar a noite, varando toda a madrugada.
E como prometido, na manhã do dia 14 de abril de 1955, o local onde está o prédio que abrigou o Banco do Brasil se tornou um belo e elegante jardim Florido. Na época, antes da revitalização relâmpago, o trecho estava abandonado, e era motivo de descontentamento dos botucatuenses.
Botucatu se encontra na Praça do Bosque
Atualmente, o Jardim do centenário se tornou o Bosque e está no Centro Financeiro da cidade, rodeada de bancos e posicionada também no centro da principal rua comercial do município, a Amando de Barros.
Com o passar dos anos, a praça ganhou alamedas que se entrecruzam e se encontram no centro, para quem vê de cima, o traçado da bandeira da Inglaterra, essa observação foi registrada em uma das edições do jornal O Correio de Botucatu, em 1905.
No centro, onde as alamedas se encontram, foi desenhada com pedras uma Rosa dos ventos que aponta para os quatro pontos cardeais e ainda seus intermediários.
Outro importante marco da Praça do Bosque fica ao lado da banca de jornais e revistas e trata-se de um totem pequeno com as medições do IGC (Instituto Geográfico e Cartográfico). Essas medições são coordenadas de pontos de interesse geográfico ou administrativo e foram realizadas entre os meses de fevereiro de 1939 e agosto de 1958.
Praça do Bosque já teve vários nomes até homenagear o ex-prefeito Emílio Peduti
Antes de se tornar Praça Emílio Peduti, a área pública já foi batizada com diversos nomes, se chamou Bosque dos Namorados, Jorge Tibiriçá, Ataliba Leonel e até mesmo João Pessoa.
Entretanto, foi após a morte do prefeito Emílio Peduti, que a idealizou, que o local foi rebatizado para prestar homenagem ao ilustre prefeito Emílio Peduti, porém, não tem jeito, o local é conhecido mesmo como Praça do Bosque.
Praça do Bosque já abrigou uma igreja e um cemitério
Vale deixar claro que antes do Brasil se tornar uma república aquele espaço tinha o nome de Largo de Santa Cruz, e tinha como ponto de referência uma pequena igreja, que foi construída nos anos de 1860, e demolida no início dos anos 1900, para ser mais preciso em 1902. Bem em frente ao imóvel que até pouco tempo era o Banco do Brasil, ficava a Câmara Municipal e a Cadeia Municipal.
Poucos anos depois, a praça abrigou um pequeno cemitério, isso ainda no período em que uma igreja estava instalada no local, três anos após a demolição da igreja, em 1905 o cemitério acabou sendo desativado e os restos mortais das pessoas ali sepultadas foram transladadas para o Cemitério Portal das Cruzes.
O famoso teatro Espéria marcou época em Botucatu
Já na parte superior da praça, próximo ao ponto onde temos hoje a Fonte Luminosa funcionou o famoso Teatro Espéria, que pertencia à Sociedade Italiana di Beneficenza.
A casa de shows foi totalmente levantada em quase sua totalidade em madeira, apenas sua fachada era de alvenaria e tinha mais de 8 metros de altura.
Teatro esse que recebeu grandes nomes da época como um concerto do maestro Villa Lobos (foto acima), que gostou tanto da apresentação que se tornou amigo de botucatuenses e retornou para cidade diversas vezes.
Infelizmente, o teatro acabou totalmente destruído em um incêndio, que ocorreu no dia 21 de setembro de 1951, a única coisa que sobrou após o incêndio foi sua fachada em concreto.
Parceria com a Itália fez surgir a fonte luminosa da Praça do Bosque
Anos após o incêndio, no ano de 1955 a Prefeitura Municipal decidiu estabelecer um convênio junto à Sociedade Italiana, visando a plena recuperação do espaço onde antes estava o teatro Espéria.
Essa parceria rendeu frutos e no final da década de 1950, durante o governo do prefeito João Reis, aconteceu a inauguração de uma Marquise, Fonte Luminosa e ainda por cima as obras envolveram ainda a ampla reforma das escadarias que ligam os dois pisos da praça.
Em homenagem à comunidade italiana, durante décadas a Fonte Luminosa manteve as cores da bandeira Italiana, mas, na gestão do prefeito Pedro Losi, entre os anos de 1997 e 2000, essas cores foram substituídas e as pastilhas em azulejo hoje tem o tom azul.
Na gestão do mesmo prefeito a fonte luminosa foi reinaugurada, entretanto problemas de infiltração fizeram com que ela ficasse pouco tempo em funcionamento.
Os problemas de infiltração só foram resolvidos em 2012, na gestão do prefeito João Cury, no mesmo ano a parceria com a comunidade italiana foi restabelecida e com isso a parte superior da praça Emílio Peduti, passou por ampla revitalização onde aconteceu inclusive a recuperação da fonte luminosa, e também foi restabelecido seu funcionamento.
Praça do Bosque se tornou o centro do comércio popular, um camelódromo a céu aberto
Durante toda a década de 1990 a praça se tornou um verdadeiro camelódromo, concentrando boa parte do comércio informal da cidade. Eram mais de 60 barracas ocupando a parede da parte baixa da praça.
Porém, em 2004, na gestão do prefeito Mário Ielo (PT), os ambulantes que ocupavam pontos fixos na realidade, foram levados até o Centro Popular Comercial Ângelo Garrido Fernandez, o popular camelódromo que fica atrás do ponto de ônibus da Rua Curuzu.
Em 2007, foi instalada em um dos bancos da praça a estátua do Cantor e compositor Raul Torres tocando violão, estátua essa que pesa 320 quilos e levou 80 dias para o escultor Pedro César finalizar sua fundição. O que poucos sabem, é que no interior da estátua foi colocada uma cápsula do tempo.
Atualmente a praça é ponto de encontro do movimento Hip-hop, seus banheiros públicos receberam grafites externos do movimento hip-hop de Botucatu. No piso superior da praça, na Marquise, ocorrem periodicamente encontros e batalhas de rimas. Ainda sob a marquise os adeptos do break e dança de rua se encontram para treinar novos passos.
Um novo Shopping vai reformular a Praça do Bosque
No dia o 19 de abril de abril de 2019 a agência do Banco do Brasil que ficava em uma das esquinas da praça, em frente ao prédio onde Vital brasil iniciou os estudos de descoberta do soro antiofídico, fechou oficialmente suas portas.
O banco deixou de funcionar após o anúncio de reestruturação de suas atividades em âmbito nacional, o mesmo prédio sediou no passado agências da Nossa Caixa, banco paulista que foi vendido pelo então governador José Serra (PSDB).
Além disso serão instalados um novo piso, reformulação da marquise, fonte, banheiros e acessos, garantindo assim um novo e moderno projeto de paisagismo.
O Shopping Amando ocupará uma área de 1200 metros quadrados de área locável, com espaços que variam de 12 a 24 metros quadrados.
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