Fidélis nasceu na Itália, no dia 6 de janeiro de 1885, na cidade de
Primiero e foi batizado com o nome de
Bernardo Mott, mudou seu nome para Fidélis Maria de Primiero após seguir carreira religiosa.
Fidélis tinha uma opinião peculiar sobre a formação rochosa
Três Pedras e seus arredores. Ele defendia a tese de ela eram templos construídos e admirados pelos Filhos de Deus ou o Culto Branco, em contraponto existiam também o Culto Negro ou os filhos de Satã.
Porém, a história de Fidélis vai muito além de seus estudos. O religioso era descendente de judeu e imigrou para o Brasil com a família ainda nos primeiros dias de vida.
Foi também guardião de Conventos, chegando à função de Custódio Provincial, ou seja, o cargo mais elevado dentro da província capuchinha de São Paulo.
Fidélis chegou em Botucatu aos 67 anos de idade
Tomando como base evidências linguísticas, o religioso defendia que os primeiros habitantes da América foram os
Sumérios e que falavam a língua Suméria. Portanto, como a raça estava instalada em todo o Estado seria comum que houvessem templos em vários pontos do território.
Traçou paralelos entre os idiomas Tupi-Guarani e o Sumério, reinterpretando o nome de várias cidades, trazendo um significado diferente. Em tupi,
BYTY-CATU significa “ares-bons” em sumério,
BOT-UK-AT-U seria “templo ou fortaleza da serpente no meio de pedras”, ou “santuário onde a Serpente se estende sobre a pedra”;
Porangaba – POR-AN-GAB-A: “templo da Serpente à esquerda da serra”; Bofete –
BO-FE-TE: “região dos cantores negros”;
Anhembi – AN-HEM-BY, “templo de culto negro” e o próprio rio Tietê TI-E-TE- “rio do templo negro”.
Dessa forma demonstrou que os nomes de algumas cidades do interior de São Paulo tinham na verdade origem Suméria
Frei Fidélis faleceu aos 83 anos de idade no dia 19 de fevereiro de 1968 no Santuário de Nossa Senhora de Lourdes, vindo a ser sepultado no
Cemitério Portal das Cruzes. Em 2009 seu corpo foi transladado para outro local.
Sobre o Autor
Autor, cronista, artesão visual e pesquisador independente brasileiro.
Atuou por cerca de duas décadas no jornalismo regional, cobrindo cultura,
curiosidades, personagens e acontecimentos do cotidiano.
Criador do Relatos Esquecidos, dedica-se à pesquisa e divulgação de história,
arqueologia, cultura popular, mistérios históricos e acontecimentos pouco conhecidos.
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