Meu nome é Renato Fernandes. Sou jornalista, cronista, artesão e pesquisador independente brasileiro. Durante vinte anos atuei no jornalismo regional, cobrindo cultura, curiosidades, personagens e acontecimentos do cotidiano. Essa experiência me permitiu desenvolver um olhar atento para as histórias que normalmente passam despercebidas pelos grandes veículos e pelos registros oficiais. Minha trajetória Antes da atuação no jornalismo, vivi experiências ligadas à estrada, ao artesanato e ao comércio ambulante, percorrendo diferentes lugares e convivendo com pessoas de origens variadas. Essas vivências moldaram minha forma de observar o mundo e influenciam diretamente minha escrita até hoje. Paralelamente à produção de conteúdo, desenvolvi trabalhos nas áreas de desenho, escultura, modelagem de máscaras, impressão 3D e projetos maker, unindo técnicas artesanais tradicionais a ferramentas contemporâneas. Sobre o Relatos Esquecidos O Relatos Esquecidos nasceu da vontade de reunir histórias,...
Adriano Reis o mestre da guitarra Two Hands do interior de São Paulo
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O botucatuense, Adriano Reis, domina a técnica de guitarra conhecida como Two Hands, ou Tapping, ou melhor a técnica de utilizar uma ou as duas mãos nas cordas da guitarra elétrica, martelando (tap) notas na escala. A dificuldade está em ligar essas notas, adquirindo assim efeito de grande velocidade.
A técnica foi criada por Steve Hacket da consagrada banda Genesis, e popularizada pelo guitarrista Eddie Van Halen.
O domínio da técnica posiciona Reis ao lado de grandes guitarristas brasileiros, entre eles; Kiko Loureiro, Juninho Afram, Romário do Batô, Wellington Coelho e Stefan Jonkman.
Porém o caminho de Reis para o domínio da técnica não foi fácil, e muito menos curto. O músico toca guitarra desde os 9 anos de idade, iniciando as apresentações públicas na igreja, em São José dos Campos. Devido a pouca idade o reconhecimento também chegou cedo, aos 12 anos já estampava páginas de jornais da cidade. "O pessoal achava que eu tinha talento", explica.
A atração pela técnica Two Hands foi imediata, a partir do momento em que foi apresentado ao som do mestre doestilo, o americano Stanley Jordan. "Aquilo me deixou doido. Como uma pessoa conseguia fazer tudo aquilo sozinha? Naquela época, por volta de 1990, eu já morava em Botucatu, aliás, sou nascido aqui, e resolvi estudar essa técnica", relembra.
Porém, no começo foi um fracasso, ele explica que simplesmente não saia nada. "Parei e só voltei a estudar novamente, em 1994. É uma técnica difícil, você toca a guitarra como se fosse um piano. Não conseguia o sincronismo", diz.
O artista destaca que dois momentos foram marcantes para que continuasse a estudar a técnica. A copa do mundo de 1994, quando o Brasil foi para os pênaltis, e ele viu os jogadores desanimados, e o técnico Zagallo conversando com cada um deles, dando aquele incentivo. "Parecia que ele estava falando comigo também", ressalta.
Outro momento significativo para os estudos foi em 1996, em uma entrevista, do vocalista do Mamonas assassinas Dinho, ao dizer que nada era impossível, que tínhamos que correr atrás de nossos sonhos. "Foi muito marcante e continuei estudando, superando a dor, e o pior, por eu ser do interior escutava muito que isso não era pra mim, que não ia conseguir tocar desse jeito", comenta.
Reis coloca que na realidade é muito difícil tocar na técnica two hands e explica que faz o solo, a base e o baixo, tudo ao mesmo tempo, com as duas mãos. "Em algumas ocasiões, toco com duas guitarras ao mesmo tempo. Mas, toco do jeito padrão, e também trabalho com guitarra havaiana", revela. "Ainda é um estilo difícil de se ver por aí, mas tem bastante adeptos", completa.
O som desenvolvido pelo artista sempre foi eclético, indo do jazz, passando pelo rock e gospel. "Desenvolvo todos os estilos. O gospel , faz parte da minha vida musical, apesar de não estar focado muito nele atualmente", acrescenta.
Ao longo de sua longa carreira o artista tocou em parceria com vários ícones da música, entre eles o mais marcante foi com o violonista, e amigo Robson Miguel, com quem gravou em DVD. "Fizemos o dvd 'O jazz em suas mãos', em 2004, gravado em seu castelo. Fizemos alguns shows juntos, e em 2017, na câmara dos deputados, em São Paulo,no dia 22 de setembro, foi proclamado no estado de São Paulo, o dia do violao. Fiz uma apresentação nesse dia", acrescenta.
O talento e a dedicação também levaram o artista para as emissoras de televisão e para uma agenda de shows no exterior. Atualmente é nas redes sociais que o som de Reis tem ganhado o mundo "Fiz shows em portugal e em alguns programas de TV, entre eles; Domingão do Faustão, programa da Eliana, tvs de nossa região, entre outros. Atualmente tenho postado vídeos no Facebook e Instagram, fico admirado com as visualizações deles em vários grupos de todo mundo, e também a Santo Angelo, empresa que fabrica cabos, tem me divulgado por lá.Agradeço a todos que compartilham e assistem meus vídeos"
Reis finaliza explicando que nada é impossível e que, se você quer aprender a tocar as mais variadas técnicas, nunca desanime. "O começo é difícil, tenha disciplina e paciência. Em breve você conseguirá. Sempre digo onde, como um bom botucatuense, que os bons ares da minha cidade, colaboraram e colaboram até hoje no meu aprendizado".
Curtiu o trabalho do artista? Acompanhe sua carreira de perto nas redes sociais: Youtube, Instagram e Facebook
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Renato Fernandes Jornalista com ampla experiência, antes de ingressar na redação do Segue Rumo passou por importantes meios de comunicação da cidade onde reside (Botucatu), como Diário da Serra (20 anos), folha Serrana, Folha Regional, Revista O Lojista, blog O Grito Notícias, Solutudo. Experiente no jornalismo web e formado em Análise em Mídias Digitais e ampla experiência em SEO atuando ainda na redação, edição, revisão de textos, e produção de conteúdo para o Youtube
Sobre o Autor
Autor, cronista, artesão visual e pesquisador independente brasileiro.
Atuou por cerca de duas décadas no jornalismo regional, cobrindo cultura,
curiosidades, personagens e acontecimentos do cotidiano.
Criador do Relatos Esquecidos, dedica-se à pesquisa e divulgação de história,
arqueologia, cultura popular, mistérios históricos e acontecimentos pouco conhecidos.
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