Meu nome é Renato Fernandes. Sou jornalista, cronista, artesão e pesquisador independente brasileiro. Durante vinte anos atuei no jornalismo regional, cobrindo cultura, curiosidades, personagens e acontecimentos do cotidiano. Essa experiência me permitiu desenvolver um olhar atento para as histórias que normalmente passam despercebidas pelos grandes veículos e pelos registros oficiais. Minha trajetória Antes da atuação no jornalismo, vivi experiências ligadas à estrada, ao artesanato e ao comércio ambulante, percorrendo diferentes lugares e convivendo com pessoas de origens variadas. Essas vivências moldaram minha forma de observar o mundo e influenciam diretamente minha escrita até hoje. Paralelamente à produção de conteúdo, desenvolvi trabalhos nas áreas de desenho, escultura, modelagem de máscaras, impressão 3D e projetos maker, unindo técnicas artesanais tradicionais a ferramentas contemporâneas. Sobre o Relatos Esquecidos O Relatos Esquecidos nasceu da vontade de reunir histórias,...
Terror na história: Preto Amaral, o primeiro serial killer brasileiro
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Preto Amaral, conhecido como o primeiro serial killer brasileiro, marcou a história criminal do país com seus atos aterrorizantes. Neste artigo, exploraremos detalhes perturbadores sobre a vida e os crimes desse assassino em série, cujas ações chocaram o Brasil no século XX. Prepare-se para adentrar um sombrio capítulo da criminalidade nacional.
Amaral era filho de escravos do Congo e Moçambique. Quando estava com 17 anos se beneficiou da Lei Áurea da Princesa Isabel para ser alforriado. Logo depois, sem muita opção de trabalho, acabou se alistando ao exército e serviu em diversas cidades brasileiras, e até na Guerra de Canudos esteve.
Preto Amaral era um assassino sinistro e temido
Nascido em data desconhecida, José Augusto do Amaral iniciou sua jornada criminosa nas primeiras décadas do século passado. Apelidado de "Preto Amaral" devido à sua pele escura, ele logo se tornou uma figura sinistra e temida. Seus alvos eram mulheres jovens e indefesas, muitas vezes prostitutas ou mendigas, que ele capturava e submetia a torturas brutais antes de ceifar suas vidas.
Sua notoriedade cresceu rapidamente, e a população vivia com medo de ser a próxima vítima do sanguinário assassino.
Desertou por diversas vezes em batalhões que serviu, seja no exército, ou na guarda policial e, por fim, acabou preso, por isso passando meses na cadeia.
O modus operandi de Preto Amaral era meticulosamente cruel. Ele atraía suas vítimas para locais isolados, geralmente terrenos baldios ou áreas periféricas, usando promessas de dinheiro fácil ou ajuda. Uma vez sob seu controle, ele as submetia a sessões de tortura prolongadas, infligindo dor física e emocional antes de finalmente tirar-lhes a vida. Seu conhecimento dos arredores e a rapidez com que desaparecia tornavam a investigação ainda mais difícil.
Primeiro crime de Preto Amaral ocorreu em 1926
No ano de 1926, quando já estava com 55 anos e tinha uma vida de andarilho e vivia de subempregos (bicos), cometeu o seu suposto primeiro crime. Foi acusado de estrangular e sodomizar um rapaz de 27 anos. O corpo foi encontrado nas imediações do Aeroporto Campo de Marte. Em alguns dos seus crimes ele cometia o ato de necrofilia nos corpos ainda quentes de suas vítimas.
Depois desse ataque, supostamente cometeu mais outros dois crimes iguais, e ainda uma tentativa de esganamento e atentado violento ao pudor, mas o rapaz que ele tentara esta investida conseguiu escapar da morte porque o "Preto" teria se assustado e o deixado no local, e em seguida foi até a delegacia denunciá-lo.
Apesar da tenacidade da polícia em rastrear o serial killer, Preto Amaral conseguiu escapar durante anos, deixando um rastro de horror por onde passava. No entanto, sua série de crimes chegou ao fim, quando um esforço conjunto das autoridades resultou em sua prisão.
Polícia torturou para obter confissão de Preto Amaral sobre crimes
Ele foi preso, torturado pela polícia e acabou confessando os seus supostos crimes. Já era famoso em São Paulo antes mesmo da sua prisão, pois os jornais da época estampavam notícias sobre um assassino em série na cidade e o mesmo já tinha as alcunhas na mídia local de "O Monstro Negro" e "O Diabo Preto".
O julgamento de Amaral foi um dos mais acompanhados na história brasileira, despertando o interesse público e o repúdio pela monstruosidade de seus atos.
Alguns casos continuaram a acontecer, mesmo com o Preto Amaral preso. Com isso, ele acabou virando uma lenda. A população revoltada queria o seu linchamento ou morte, mas o Preto Amaral morreu de tuberculose antes mesmo de ser julgado, cinco meses depois de ser preso, em 1927.
Legado
Apesar de nunca ter sido julgado, ele é considerado o primeiro serial killer brasileiro, e hoje sua história faz parte do Museu do Crime, em São Paulo.
Chegou até mesmo a ser realizada uma montagem teatral chamada Os crimes do Preto Amaral, para contar a história do suposto serial killer.
Júri simulado recentemente absolveu Preto Amaral
Oitenta e cinco anos após as acusações dos crimes que chocaram a cidade de São Paulo, foi realizado um júri simulado no Salão Nobre da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (Largo São Francisco), e Preto Amaral foi absolvido por 257 votos contra 57 pela condenação.
Preto Amaral deixou um legado sombrio na criminologia brasileira. Sua história serviu como catalisador para mudanças significativas no tratamento e na prevenção de crimes em série no país. Além disso, seus crimes também levantaram questões sociais sobre as condições de vida das vítimas escolhidas por ele, destacando a necessidade de uma sociedade mais justa e inclusiva.
Embora os anos tenham se passado desde os terríveis crimes de Preto Amaral, sua imagem permanece como um lembrete sombrio da capacidade humana de cometer atos abomináveis. Seu status como o primeiro serial killer brasileiro representa uma página sombria e perturbadora na história do país. Através do estudo desses eventos trágicos, esperamos aprender lições valiosas para prevenir e enfrentar crimes semelhantes no futuro.
Autor, cronista, artesão visual e pesquisador independente brasileiro.
Atuou por cerca de duas décadas no jornalismo regional, cobrindo cultura,
curiosidades, personagens e acontecimentos do cotidiano.
Criador do Relatos Esquecidos, dedica-se à pesquisa e divulgação de história,
arqueologia, cultura popular, mistérios históricos e acontecimentos pouco conhecidos.
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