Tunguska: A Explosão Que Nunca Teve Explicação Definitiva

Na manhã de 30 de junho de 1908 , uma explosão colossal devastou cerca de 2.150 km² de floresta na região de Tunguska , na Sibéria . Árvores foram derrubadas como palitos de fósforo. O impacto foi sentido a centenas de quilômetros de distância. E, ainda assim, nenhuma cratera foi encontrada. Mais de um século depois, o Evento de Tunguska continua sendo um dos maiores mistérios científicos da era moderna. O Que Aconteceu em Tunguska? Relatos de moradores locais descrevem um clarão no céu, seguido por uma onda de choque devastadora. Casas tremeram. Pessoas foram arremessadas ao chão. Animais morreram instantaneamente. Estima-se que a explosão tenha liberado energia equivalente a 10–15 megatons de TNT — centenas de vezes mais poderosa que a bomba de Hiroshima . E o mais intrigante: não houve impacto direto no solo. A Hipótese do Asteroide ou Cometa A explicação mais aceita hoje é que um asteroide ou fragmento de cometa entrou na atmosfera terrestre e explodiu antes de atingir o chão —...

Documentário narra vivências de premiado fotógrafo de guerra botucatuense. Confira o trailer

Documentário narra vivências de premiado fotógrafo de guerra botucatuense. Confira o trailer


A cena é de tirar o fôlego. Na Líbia, em 2011, um grupo de guerrilheiros dispara tiros de canhão, de lança-foguetes, rajadas de metralhadora e de fuzis contra prédios. As cápsulas são ejetadas das armas em ritmo frenético, em cascatas de metal que retinem sobre o asfalto quente. De repente, um dos rebeldes joga uma bola e o grupo começa a fazer uma linha de passe de futebol, dar embaixadinhas. Sem deixar de disparar um segundo. Como se fossem imortais. Imunes a tiros. Como se não houvesse amanhã. E para muitos, não houve.

A brincadeira surreal dos rebeldes que lutavam contra o ditador mais longevo da África, Muamar Kadaffi, só foi documentada porque um repórter fotográfico estava lá. A façanha, já que as balas pipocavam também ao lado dele, é do botucatuense André Liohn, um dos mais premiados fotógrafos de guerra do mundo.
Pois em breve será possível conferir essa cena e outras do documentário Você Não É um Soldado (You’re Not a Soldier, no original em inglês), que retrata a trajetória profissional de Liohn e alguns de seus dilemas pessoais.

Paulista de Botucatu, ele foi um adolescente rebelde, sem rumo – mas sempre um humanista, algo palpável para quem o conhece. Assim foi até migrar para a Europa, onde trabalhou como lenhador na Noruega e arriscou suas primeiras fotografias, ao documentar a rotina de usuários de heroína.

O gosto por retratar a humanidade em sua crueza e dor o levou à África, onde trabalhou como cinegrafista e produtor jornalístico na guerra civil da Somália. De contrato em contrato, como freelancer, Liohn ingressar na Líbia em 2011, durante a Primavera Árabe. Ali, ao acompanhar a rotina de motoristas de ambulância, fez algumas das mais impactantes imagens de guerra da história moderna. Tanto que lhe renderam a medalha de ouro no prêmio Robert Capa, possivelmente a mais prestigiada honraria destinada a fotógrafos de guerra.

Foi também na Líbia que ele testemunhou a morte do britânico Tim Hetherington e do norte-americano Chris Hondros, colegas documentaristas. Os dois morreram em consequência de um disparo de morteiro, e seus corpos foram retirados da Líbia por esforço de Liohn, que ajudou a tirá-los, de barco, do campo de batalha.

A Primavera Árabe migrou do continente africano para a Ásia em 2012, e Liohn foi junto. Entrou na Síria, foi detido por rebeldes, passou maus bocados. Dali se dirigiu ao Iraque, onde atuou em três temporadas. Acompanhou a ascensão e queda do grupo terrorista Estado Islâmico, o que constitui a espinha dorsal das cenas de combate no documentário Você Não É um Soldado.

A maior parte das cenas do filme foi captada pelo próprio Liohn, em duas décadas de profissão. Um jovem cinegrafista que o acompanhava registrou várias cenas dramáticas do fotógrafo em meio ao bombardeio. De perder a respiração.

Este é o primeiro longa-metragem internacional da diretora, roteirista e jornalista Maria Carolina Telles, que já assinou o média-metragem A Verdade da Mentira (2020), sobre as fake news. Produzido pela Elo Company (que produz e distribui conteúdos para canais globais, como History Channel e Discovery), o filme aprofunda os dilemas de Liohn ao ser confrontado com a morte de colegas, dos riscos que ele mesmo corre e a contrariedade dos filhos (ainda pequenos) com sua escolha por áreas de guerra. Hoje, quando não está em serviço, o fotógrafo passa grande parte do tempo com suas crianças numa cidadezinha no interior da Itália. As filmagens também abrangem Botucatu e mostram a delicada relação de Liohn com os pais, assim como seus traumas de adolescência.

Conversamos com Liohn (que virá em breve ao Brasil para ministrar um workshop de fotojornalismo) e com Carolina a respeito do filme. O repórter fotográfico diz que jamais pensou em se tornar personagem biográfico. Gosta de ser reconhecido, é claro, mas não ao ponto de se tornar tema central de um filme. Concordou com o projeto de documentário pela amizade com a cineasta.

Como em quase toda produção, rolou estresse e houve dúvidas entre o personagem retratado, a diretora e a produtora sobre o destino do filme. A divulgação está aquém do que seria de se esperar. Sem passar por festivais brasileiros, mas exibidos em eventos internacionais como o Doxa e o Hot Docs, no Canadá, e o Docs Edge, na Nova Zelândia, Você Não É um Soldado teve exibições comerciais restritas e tem previsão de chegar a um serviço de streaming nos próximos meses.

Trata-se de um filme pleno, pleno de humanismo. É um retrato de seres confrontados em situações-limite, com sangue, suor e lágrimas. Como se propôs a ser – e conseguiu.

Fonte: GZH

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